Se a bruxa é apenas a bruxa e o homem um fio seco prestes a romper... porque ele sai, devora as ilusões buscando o prazer de se perder? deixa as promessas — pensamentos acesos no nevoeiro — refletirem no chão enquanto o desejo nesse vício doce é uma lenta e bonita agonia. Sob a névoa o tempo é veneno... torna-se absoluto um riso que voa e não sobra ninguém... as lesmas de pedra arrastam seu rastro viscoso — esforço absurdo e belo na trilha úmida onde o avanço não é um início e o final não é uma chegada.
A tarde foi mel nos dedos, Mas a mão ainda é doce, e gruda. O frio chega devagar — nos traz outra chama. A bruxa lança feitiços em série, nada cai que não seja dela. A escuridão espera, mas sob o sereno o fogo ainda canta... e a ingenuidade nos reclama.