Divagar, ou quase...


Praia vazia ao nascer do sol.  
Só o mar batia, forte.  

A ninfa maligna dormia  
com um sorriso quase feliz.  
O vento frio do sul  
cortava devagar.  

Nas águas escuras,  
sereias mentiam na fronha.  
Tão perto da verdade  
que dava vontade de acordar.  

Um corpo passava boiando,  
abanando
um desejo pálido e tranquilo  
de afundar lentamente.
As gaivotas sobrevoavam  
o paraíso,  
como se tudo fosse normal.  

Postagens mais visitadas deste blog

Lenta