Risco
No ranger da madeira.
O ipê guarda um silêncio
de alegria pré-inverno.
A bruxa sussurra promessas de infinito
ao assumir o êxtase.
O anzol na seda:
prazer na alta lenta,
pavor que sempre volta
de um sonho que aperta.
Queremos dançar — até o teto desabar.