Champanhe, Damasco e Fumaça
A morte senta-se em fumaça.
Sem dentes, sem olhos...
me oferece champanhe, damasco.
Pergunto pela poeta que trinca o coração.
Pergunto pela bruxa que come frango,
voa, bebe, viaja para o norte.
Ela dá-me um tapa leve.
Não se vende isso no mercado.
Amor para uma, casamento para outra.
Sorte se houver calor.
Insisto na tola pisada,
na ferida suturada com rima
que ainda dói.
A mesa range.
O copo está vazio.
E eu bebo assim mesmo.
A morte recolhe a pata.
Os anjos beijam os pés de Verônica.
Mas nunca lá vimos.